Quando alguém aturdido não encontra alento, quando a vida
parece pequena e desestimulante, um bom programa é se deparar com a dor alheia,
muitas vezes bem maior que a nossa.
Problemas que para nós parecem ser intransponíveis, na vida
do outro que tem uma sobrecarga bem maior de decepções, nos põe à prova de
perguntarmo-nos como poderíamos superar situações semelhantes.
Muitas vezes um passeio pelos arredores menos favorecidos de
nossas próprias cidades vem alargar-nos
a vista , como vivem seres em vivendas toscas e como tal sobrevivem. Muito
estes passeios fazem por nós, em melhorar o precário entendimento que temos da
vida. Seres que sem maiores favores ainda cultivam hábitos sãos. É de ensejo
que representam muitas vezes, bem mais acréscimo do que férias douradas em
hotéis de luxo ou cruzar mares em transatlânticos, para encontrar respostas que
ali bem no nosso convívio próximo estão. Estar de sobreaviso que a
prodigalidade não depende da vivenda e ter como referência que o saber viver é o mais importante.
Ter auxílio vem a ser certas vezes imbuir o que estamos
fazendo com todas as regalias que nos cercam. Ser decidido a encontrar apoio é
também escutar o nosso pobre coração, que muitas vezes não reconhece todo o
auxílio que nos oferecem nossos companheiros, os queridos irmãos.
Estar de sobreaviso para quando as portas se fecharem, e
tentar abrir os nossos braços para os receber de portas não cerradas, mas sim
de coração aberto em contrição.
A gratidão de ser auxiliado, a certeza que seres por sobre
nós se desvelam, faz uma enorme diferença no nosso ponto de vista, bem como
alarga a nossa visão do nosso papel neste sôfrego mundo de então.
