O olhar que se faz perdido nos ensina a procurar pela sua localização.
Um olhar de abstração, muitas vezes , não tem a vividez ou o brilho de certos olhares mais obtusos.
Os olhos vem a ser as janelas d’alma, é conhecido popularmente, pois muito nos revela de cada qual.
Olhares que se fazem mais versáteis, quando tudo analisam e um olhar penetrante pode parecer uma lança afiada a nos fitar. Resolvidos e resolutivos, olhares que a nós dedicam a indagação de tecer o objetivo acerca de nós.
Olhar manso e profundo como a calma de um espelho d’agua. Olhar observador que a nos fitar nos indaga: Quem sois vós? O que fazes diante a mim?
Este olhar penetrante tem o poder de travar conhecimento, antes mesmo de proferir uma só palavra. Pois só o modo de olhar basta, e isto se chama o fitar.
Olhares penetrantes despem aos que atingem, pois sentem-se invadidos pelas sutilezas de tal penetração. Não se pode esconder sentimentos, frente a um olhar sereno estamos desarmados.
Olhares que fitam, olhares que abordam são fenestras de nós que lancinam, que perpassam, que captam sentimentos.
Olhos mansos, pródigos e serenos podem ser plenos poemas de amor.
Laís Muller
