quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Semivoltas


A leveza combina com coisas belas. Graça e beleza se procurarmos com afinco, vamos encontrar em várias fases da humanidade, que já procurava refinar os seus gostos.
 Destreza, beleza, esplendor, plumas, tudo combina com dança.
Acordes no ar e o corpo como a envolver-se em ensaios sofisticados, comunicando  que é preciso acompanhar a mente e adentrar na melodia, também integrando, fazendo parte dos outros sentidos.
Coordenação, disciplina, organização, força peculiar, tudo se faz como um acorde, onde os sentidos estão dispostos e muito ocupados para a outras coisas se voltar.
A dança absorve e enquanto se efetiva, o corpo sorve de alegrias que não conhece, quando sentado ou estirado em um sofá, mesmo à beira de um abismo.
 A dança refresca e refaz os sentidos e quem o faz habilmente, sabe disto muito bem.
 A dança liberta, revigora, oferta de si de todos os seus sentidos milimetricamente revividos , numa abissal situação que chega perto do transe, quando o bailarino na música adentra .
 E corpo, mente e coração são um só, numa condição de fusão que a faz imortal
Laís Muller
Brasil