quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Esboços



Muitas de nossas aventuras começam a ser delineadas pelo pensamento.
Encantar-se com ideias, dourar ideais a serem atingidos é uma meta constante em nossa existência.
Quando abstraídos nos pomos a contemplar fases passadas, etapas já vividas é como se vivêssemos de novo os mesmos episódios. A contemplação de cenas de nossa memória vem a reavivar aquilo que já vivenciamos, e desta forma, agora temos uma maior compreensão dos fatos já ocorridos e a certeza que não foi em vão que assim sucedeu.
Cada etapa revivida, trazida à tona de nossa consciência de episódios que já vencemos ou não, nos traz um delinear de passado, presente e futuro. Onde tudo se torna atual, como se estivéssemos repassando e trazendo ao presente ocorrências antigas.
Passado e futuro se constroem. Bem ou mal interpretados por nós próprios, personagens centrais da grande epopeia ainda a ser construída.
Reconstruir o passado, arquitetá-lo é vivê-lo por duas vezes, e consequentemente garantia de um futuro mais próspero, melhor compreendido e delineado, e portanto mais satisfatório.
Seguir à risca onde nos levam os devaneios, as abstrações, faz um imenso bem e aflora a nossa precária compreensão das cenas discorridas.
Laís Muller
Brasil