Transpor
Muitas venturas podem ser encontradas vida afora, quando os intrépidos sentimentos nos invadem de modo irresistível.
Novos fatos se descortinam além dos horizontes por nós já conhecidos, e desbravar o que ainda é mistério é alargar as potencialidades do ser.
Seres eruditos, seres que cumpriram difíceis missões junto à humanidade tiveram de transpor os portões que os atavam a um mundo conhecido e baseado em ideias tidas como certas.
A dúvida, a observação constante nos transportam para além das nossas estreitas fronteiras e para isto se requer uma certa dose de intrepidez.
Se todos vivessem uma vida pacata e dentro dos moldes estabelecidos, onde residiria a coragem?
Desafios são necessários para aprumar os nossos sentidos e quanto maiores os vendavais, maior o nosso senso estrito de alargar as concepções.
Sair do casulo, sair dos portões, envolver-se em atmosferas desconhecidas, daqueles velhos jargões vigentes, nos levam um bocado de maus momentos, de difíceis passagens através dos portões, onde se ficássemos retidos, somente dentro do estabelecido, a mediocridade vingaria para sempre.
Ser intrépido é ultrapassar barreiras, abrir, sair, descortinar, assegurar-se que o horizonte não é limitado e aventurar-se por fronteiras vizinhas, onde quiçá encontraremos o Eldorado.
Serenidade, averiguação, sensibilidade, esforço em doses maciças àqueles que não concebem que o mundo seja apenas aquilo que conhecemos.
Laís Muller
Brasil
