quinta-feira, 14 de abril de 2016

Leveza


Asas encantam, inebriam, deslumbram,  de leveza  contam , no aflar, num ciciar de condão.
Onírico fascínio, onde o fitar faz domínio, um só foco hipnotiza, num só ponto a atenção.
Balizas voláteis, lábeis, voam pelo céu azulado.  Ó destino feliz destes seres alados, que no adejar em fulgor,  aos nossos olhos parecem ser dos anjos um favor!
 Claridades nos molham, tingem, impingem magia, na açucarada euforia de presenciar a fragilidade de  existências em  brevidade . Valor, em que o tempo  não conta  , e sim a monta vem do primor, da preciosidade   do voejar rebuscado em  magnificência. Vidas curtas, pulsam notórias no seu curso, transitórias, radiantes, em galante  esvoaçar .
Borboletas nos deixam ao chão atados, tal  anacoretas fascinados, ante a beleza descomunal, qual arrogantes  prostrados, ante a leveza celestial.
Ode, canção, reticências, quem resiste à opulência, de um ser que dos céus desce?
Parece, que com clemência nos olham, no condão que  demostram,  na efervescência  flutuam,  e a nós se insinuam,  por compaixão!