Desperta
pelas claridades da suave manhã, envolta na delicada paisagem se encontra a
artesã.
Absorta,
o trabalho exorta, tão pacificada, aplicada borda. É o ponto cheio a preencher,
passa o entremeio, sem tempo a perder.
Fina
a agulha reta, treliça e ponto nó, da bainha aberta, da roseta ao rococó.
Em
retirada estratégica, busca a paz de um refúgio, numa escapada enérgica,
sem deixar vestígio. Esquece a mantilha, embora o vento frio, longe da
matilha de soar vazio.
Só,
sozinha , senhora de si, parece que adivinha, o que diz o bem-te- vi.
Artesã
de fio e linha , a paz que a circunvizinha vem do labor, faz do trabalho
ladainha, num simplório hino de amor!
