Sobranceiro e caprichoso
caminho, forma esboço em torvelinho, não se atina o colosso imbricado, onde a
trama feito um fado, o andeiro levará.
Onde
estará na lembrança, o previamente traçado, aquele que era a esperança, sem
desvios no palmilhar?
Como
de um rio o leito, o trajeto é feito, discretos rastros remanescem, aparecem e
evanescem. O destino esculpe com precisão, o vaticínio leva pela mão,
infalível, impossível se furtar e uma passagem burlar.
Brumas
em nevoeiros, envolvem a trilha do jornadeiro, mas a recognição brilha,
indefectivelmente rutila, ante a aproximação dos fatos , que certamente virão.
O
caminho é próspero, rico em bonanças, que se retenha na lembrança alacridades,
e olvidados os desencontros, ouvidos moucos, desilusões, não restando nem
saudades.
Atraentes
desvios se oferecem insistentes, com promessas duvidosas de regalias. A pressa
é pressuroso desafio da vaidade, mas nem sempre garante a felicidade.
Caminhar
fiel a si mesmo é força que aviva, é a força viva de bem conduzir a própria
vida.
Laís
Müller
Brasil
