sábado, 8 de outubro de 2016

Voláteis





Sons, que invadem os corações, afáveis alvitres emanam a adentrar no silêncio.

Voláteis como o ar, da audição não carecem, e se aboletam no imo.

Madrugadas, doces aliadas do mundo invisível, onde os rumores são inaudíveis e as canções se repercutem em notas, que não se ouvem, mas que se fazem perceptíveis. Manhãs carinhosas invadem o despertar ameno, onde a paz e a constância vêm contar de alvissareiras bonanças.

Em meio ao silêncio notas evolam, numa construção melódica, onde as palavras são meras coadjuvantes incultas, e o pensamento impera. Inaudíveis sons, em metafóricos sentidos, desprendem-se dos pensares, e canções murmurantes corroboram com a festa, onde inaudível orquestra paira no ar.

Canções, corações interligados entre si, através de ressonância, vêm se unir, onde o repercutir é viço e a esperança o ponto forte, onde ondas de harmonia povoam em liras imperceptíveis vibrações.

Vozes vivas e velozes repercutem, vibram e alisam os sentidos, de doces amigos, confidentes fiéis dos nossos ais.

Linda melodia, que se evola pelo vento, traz em cada nota um alívio, um canto ritmado de uma legião de rouxinóis.