sexta-feira, 15 de maio de 2015

Santuário



Em meio às árvores embrenhar-se, não deixa de ser fascinante.
Murmúrios, sons, burburinho.
Tudo é vida, é festa, é realeza.
Berço, Natureza, vicejar em flor.
Sonhar ao olhar para cima, onde o Sol permeia com seu manto este esplendor de vida.
Tudo é sagrado, tudo é meticulosamente programado.
Cada inseto, cada flor, a cada novo passo, um sonho encantador.
Sorver o aroma dos musgos, as cantigas dos grilos, tão triviais. Tudo ecoa, tudo se repete, tudo é louvor ao celestial.
Natureza, canção, festa e entonação.
E o sondar dos regatos, das nascentes reluzentes a escoar gota a gota, componentes do frescor.
Ai a brisa como é doce! Nestes locais toca flauta.
Incendeia-nos com uma chama ardente, que vem num repente, de respeito e ardor.
Sábia Natureza exala beleza e festa.
Imbricações de uns aos outros.
Todos os componentes aí estão!