sábado, 23 de maio de 2015

Temeridades




Temores
Temores são tantos, desde o dia em que nascemos , até o dia da partida deste globo.
Tudo é alheio, tudo é incompreensão.
Ao aportarmos no planeta, contamos com o esquecimento do que fomos. E isto não deixa de ser uma bênção, uma bendição para o nosso novo papel neste mundo.
Sovinices muitos encontram de carinhos, o que leva ao desafeto e este para a intranquilidade, e para a inconfiabilidade é um perfeito trampolim.
Estar só, perdido e desamparado, é causa de pavor, é uma calamidade para aquele que o experimenta.
Confiança seria o oposto, é o caminho mais seguro, e se estabelece através as alianças, dos sentimentos fortes, das amizades, dos afetos profundos que levam à ternura, à candura, à afabilidade.
Enquanto formos rivais entre nós , e não nos vermos e tratarmos com doçura, a confiabilidade não vinga. E estaremos reféns deste desalento, que vem a ser o medo, o pavor, por não esperar que só boas coisas pudessem  ocorrer.
O medo é um vilão, tolhe, encolhe,  mingua. Um sentimento que profana a alma, por ser contrário ao expandir.
Quem o sente recolhe para si todo o pavor, toda desavença e a falsidade daquele que o produz.
Cenas violentas nos jornais diários, no cotidiano incendiário, que percorrem as ruas, entram nos lares pela mídia.
Vêm inflar, vêm insuflar, que todos nos encontramos à mercê, desamparados. E que alheios estamos, ao que no momento vindouro, poderá eventualmente ocorrer.