Nada se faz contínuo, sem as nuances, os tons, as florações. Assim como as geleiras desabrocham em flores, campos férteis colhem aquilo que se derramou.
Estações são paradigmas a serem escalados. Cada qual sorvido em toda a essência que contem. Adentrar um, sem ter absorvido o outro, é impossível. A festa das flores já recebe a sua condecoração.
Passar por fases harmoniosas, vive-las intensamente, sorve-las no que têm de melhor e mais profundo, nos torna fortes e cordatos, por sabermos que dos invernos enregelantes, brotarão borboletas e cores. Que das folhas sazonais que derivam, há o ouro da colheita. Que o estio e a umidade se alternam.
Que o Sol retempera toda fronte, que com vigor espera a próxima estação.
Laís Müller
