Alardeada era, não antiga, mas
contígua a atual, como tal o pincel desvela, o levante em tropel, e a dor que a
marca afivela.
Os protestos, as
profissões por maiores direitos, os pesares funestos, estampam as faces o que
levam no peito.
Rolam esquecidas,
mulheres frágeis e destemidas, das lidas ufanas, ágeis, não percebidas,
profundas mensageiras em pulsão, que ultrapassam as fronteiras de uma única
nação.
Mexicana típica em
rebozo atado, forma a força rítmica de um sopro emanado, honradez peculiar,
gentileza sem par, credora da altivez, das antecessoras herdada.
Mulheres sábias,
censuradas por nada, na violência infeliz, mortas por quase um triz. Escondidas
em amplas vestes, neste mundo agreste, para as lides toscas lembradas, mas logo
após já sem brilho, foscas, são renegadas.
Visão, lampejo, ato
de fiel contrição, é a doçura em arpejo, que emana do doce coração.
Galardão do valor,
da ufania valente, que extrapola o quase continente, e se espalha, num eco, num
brado, num símbolo, que a pátria é do povo que a ela pertence.
O capitanear, no
eco redobrado, que a pior tirania é travar, ante o suposto mascarado, são
oprimidos os que sofrem desgostos, por perderem seus sinais.
Todos iguais, só o
valor, só o labor, na mesma moeda, todos num só posto, prega a altivez do belo
rosto.
Laís Müller
Brasil
