Encantos podem revestir-se em sutilezas, quando externamos os sentires.
A expressão
corporal vem exalar as nossas emoções.
Não somente a
palavra diz, o corpo por inteiro fala, e conta coisas que os lábios retém.
Somos compostos de
emoções, que são fiéis aos nossos sentimentos momentâneos, a sensação se exala,
vai além e o corpo inteiro revela.
A dança demonstra
aquilo que a boca cala, o que não se diz se faz manifesto neste estado que
condiz.
Expressões
corporais são avenças, são um encontro não camuflado daquilo que vive em
nós.
Impossível parar de
exalar e deste modo condizente o corpo narra e delata em seu modo displicente
confissões mil.
Como calar os olhos
frente alguém que se quer? Como não demonstrar a contrariedade que se requer
face a um ardil?
A dança externa
sensações, volatiza pelos gestos , sintetiza impressões , retratos
manifestos das recônditas emoções.
O bailarino em
cena, mostra problemas, contrassensos, evola odores, queima incensos que
habitam em si.
Toma o corpo em
chama, na melodia o melodrama , é verbo solto, sem freio anistia, é
vertigem em vestígio que não está morto.
Vive e mostra
fidedigno àquilo que o coração diz.

