domingo, 22 de novembro de 2015

Às Voltas









Encantos podem revestir-se em sutilezas, quando externamos os sentires.
A expressão corporal vem exalar as nossas emoções.
Não somente a palavra diz, o corpo por inteiro fala, e conta coisas que os lábios retém.
Somos compostos de emoções, que são fiéis aos nossos sentimentos momentâneos, a sensação se exala, vai além e o corpo inteiro revela.
 A dança demonstra aquilo que a boca cala, o que não se diz se faz manifesto neste estado que condiz.   
Expressões corporais são avenças,  são um encontro não camuflado daquilo que vive em nós.
Impossível parar de exalar e deste modo condizente o corpo narra e delata em seu modo displicente confissões mil.
Como calar os olhos frente alguém que se quer? Como não demonstrar a contrariedade que se requer face a um ardil?
A dança externa sensações, volatiza pelos gestos , sintetiza  impressões , retratos manifestos das recônditas emoções.
O bailarino em cena, mostra problemas, contrassensos, evola odores, queima incensos que habitam em si.
Toma o corpo em chama, na melodia o melodrama , é verbo solto, sem freio anistia, é  vertigem em vestígio que não está morto.
Vive e mostra fidedigno àquilo que o coração diz.