segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Sossego



Forças exauridas, insones madrugadas, repercutem e assomam, é a fadiga que incute  postergada, sem mostrar sintoma.
Restaurar o que é vivo, recuperar é preciso.
Estar à sós consigo, é construir um abrigo, uma redoma de vidro, onde o amargor não vinga.
Estar a sós vivifica, é  corrente que vem e que fica, restaura, ressuma e vigora, é a vida que vibra na hora.
Apreciar a própria companhia é tarefa hercúlea e de valor, é  maravilha, é álea sem dor.
Ao invés do burburinho, a efervescência de um soninho, é o emergir da turbulência, é o esbaldar na própria essência.
Estar em paz consigo é verso de abrigo, é canção de rouxinol, é abrir as portas ao sol, e  uma mansa manhã indolente, longe de ser solitária, é o  terebrar do corpo inerte às forças solidárias, à  energia que reveste.
Vida é encontro e emoção, no magnetismo, a vibração.
Estar em paz consigo é boa medida, é prevenção!