sexta-feira, 10 de abril de 2015

Scorpius

Distâncias notáveis nos separam de constelações.
Isto vem a ser uma constatação, muito bem realizada já pelos povos antigos. Egípcios, gregos, persas, também indagavam a astúcia e perfeição, ao volverem os olhos para cima.
 A abóbada celeste floresce em estrelas, miríades de faíscas a desnudar seu fascínio.
Como viver ausente, se tudo é interligado?
Scorpius, tão longínqua, vem nos brindar com sua insígnia. Mostra na noite estrelada, seu desenho firme e forte, como constatação de um destino marcado.
Mitológicos personagens brincam de esconde- esconde, como se fossem jovens, que na perfeição de seus rastros deixam lembranças de veneno e fobias. Antares e Orion em oposição, não se poderia nominar melhor, já na antiguidade.
Deslumbrantes outros sóis, aos voltado aos canteiros espaciais, onde tantos asteroides, poeiras de estrelas, assim como sóis gigantes, bailam ao som da orquestra.
 Apontar sinfonias que o elenco está fadado a continuar.

Enlevar-se em céu de estrelas é doce canto de ninar.