terça-feira, 23 de setembro de 2014

A madrugada se faz fatídica



Noite exaurida
exímio canto brota aos sentidos 
cantor mavioso a delinear sonido
 vou à janela ária mui bela aguça o ouvido
adentro o cenário desvestida
de longevos presságios despida
a pele me alisa frescores da brisa sem nostalgias
e assim aérea me entrego à mensagem 
da noite suave que me acaricia
rubores frescores voragem
me devoram e consomem aliciam
sabores e olores a fruir sensações
que vem de fora e assim nesta hora
noite esvoaça
magia exultante da noite em melodia sidérea
de um céu de estrelas de energia etérea
o clamor da noite se adentra em mim
madrugada escoa
não demora a aurora salpicada em frescor
vem entoando poesia e amor
num embevecimento que assim ressoa
extravasar momento assim faz alvissarar
enlevada em força estranha que vem sussurrar
a me declarar que já é hora e é dia
alvoroço surjo do nada
soar sidéreo me alienou
às lonjuras me levou e deste feito deste
 voo imenso 
tal brisa etérea só meu corpo ficou
naquele leito