sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Em ronda



Certa feita, dois poetas perguntavam um ao outro, como poderiam trocar seus escritos.
Muitos deles jaziam engavetados, entregues à poeira. Então passaram a trocar correspondências assíduas. E cada qual tomava conhecimento do que ia no imo do outro.
Estas opiniões se faziam assíduas e por muitos anos assim permaneceram. Trocando estilos, trocando letras, tudo o que ocorria ia na ponta da caneta  ao outro demonstrar.
Alegrias, sofrimentos, tristezas, tudo era dividido e ao passar dos anos a correspondência cessou. Não vinham mais cartas de um dos amigos. O outro tomou conhecimento da partida. Não houve tempo sequer para despedidas.
O tempo se passou e o outro também destarte, seguiu seu curso e desta vida também se foi. No espaço, passados alguns anos, ambos se encontraram. E em veemente diálogo, juntos recordaram dos tempos em que foram apoio e esteio um do outro.
Flores podem ser encontradas em pequenos canteiros. Simples, singelas , de qualquer jaez.
Mas a estima sempre estará em ronda.