quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Risonho
Ao passarmos por vielas ou avenidas, vemos nos semblantes a tensão em que vivem seres reprimidos. Demonstram na fisionomia aquilo que carregam como emblema.
A face pode demonstrar ternura, boa vontade, alento, basta perscrutar com um olhar averiguador, para perceber o que ocorre com nosso interlocutor.
Facilitar as comunicações é ser cordial e abonar sorrisos, que conspiram para iniciar ou para mantê-las.
Face graciosa não precisa ser formosa, de beleza física ostensiva. De que adianta ser belo e esbelto e ostentar uma carranca incisiva.
Ser alegre e comunicativo é ser tolerante consigo e no menor aborrecimento não demonstrar admoestação. Levar de modo mais leve e divertido, e por que não ser também mais jovial nas entonações?
Ser alegre é mostrar vida, é ser querido, fluente mesmo sem falar. Pois muito do que se repassa não é com palavras ditas, mas por nossa postura, especialmente a facial.
Entregar um bom dia a quem quer que seja, nada nos custa. Mas pode ser uma dádiva a alcançar. Reforçar laços de ternura e apertá-los nos braços que a face inspirada e sorridente pode repassar.
Um sorriso é uma aliança que se traça. Dá um ar de graça, um prestígio encantador. E a tendência de quem o recebe é imitar, retribuindo com a mesma expressão.
Muitos deles ainda são esboços, não se fazem fáceis e largos como deveriam ser. Sorrisos tímidos, ensimesmados e amarelos podem demonstrar o medo de algo repassar.
Ser inerente é ter sorriso frouxo, que se alarga com coisas poucas que venham a acontecer.
Belos sorrisos que se repassam, são festejos e graças que nada custam, apenas o nosso amor.
