Sempre haverá abastança onde se reparte.
Todo o problema ou insanidade vem da medida cautelar não ser observada.
Repartir quantias é o que revela a fartura, pois sem ela há desventura, falta de saúde e a desavença logo vem em companhia.
Todos que desejam um mundo recheado de flores, entoam pedidos, que se fazem alcançados por uma minoria, mas o verdadeiro sentido é repartir o quinhão ante as maiorias.
Esfaimados de toda sorte vagam pelo mundo, feito aglomerados de mendigos.
A insaciabilidade de uns desfavorece a tantos.
Enquanto que se o pão fosse repartido ao meio, não haveria fome, este danoso monstro alimentador de corações sedentos.
Muitos artifícios se fazem àqueles que têm iguarias nas mesas e ao mesmo tempo legiões e desdentados e carentes, minguam em poucos trinados.
A fome é causadora de delitos, de más conduções e na busca de oportunidades frustradas; onde reina a avareza não haverá sobremesa na mesa do jantar.
Pobres dolentes sofrem a todos instantes estes danos atrozes, que perfuram os estômagos ávidos por algo encontrar.
Mundo rico poderia ser aquele em que o desperdício, o descaso e a imprudência não fazem companhia a ninguém.
Sermos solidários, abrirmos frentes mais igualitárias, às custas de perdulários, que por aferros em devoção insalutífera, tudo devoram.
Levam consigo as esperanças e devolvem em lágrimas o pouco abrigo, o restolho, àquele pequeno transtorno que se faz assustador.
Melhorias são urgentes neste mundo de inconsolados, de mendigos que aos trapos por aí deambulam em busca de pão, de alguém que se preocupe, que ponha a mão na consciência .
Pois toda a desavença enlouquece e o povo que nada possui de seu, busca um quinhão deste mundo atroz
