segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Insatisfação

Todos os dias ao vermos crianças singelas pelos parques, pelas vias, não sabemos o peso, a dor que carregam consigo.
Desde a tenra infância estes pequeninos não podem se entregar aos folguedos, subtraídos que são à liberdade de escolha.
Não se fazem brincadeiras opcionais, mais sim contratuais sevícias infantis, tão comuns, tão vulgares, que vicejam em lares, onde a esperança e a boa moral não alcançam.
Nada festejam ao voltar para casa, onde são pacientes de alguém doente, que os constrange às servidões.
Severamente punidos estes nossos irmãos pequeninos e inocentes, pobres crianças onde a responsabilidade crucial se inicia em anos tão tenros, onde deveriam estar desenvolvendo a alegria, as aptidões e as carícias.
Estes exércitos maltratados pertencem a uma sociedade oculta onde não há reuniões.
São punidos com castigos que lhes impingem, caso contrariem a lei que vige, que é o calar.
Todo menor subjugado a estes infames atos, perde o viço e a doçura, como também a confiança, pois onde deveria vicejar a graça e o auxílio, encontram somente o pranto em algum canto da casa para a tristeza exalar.
Muitos ainda são surpreendidos e chamados de culpados, dizendo que são a maldição, que não são parentes e que foram os provocadores, os causadores da situação.
E isto é tão comum que muitos até pensam que é normal assim se portar, assim ocultar o que lhes transpassa o coração.
As crianças contentes deveriam ser modelo de uma sociedade onde vige a paz e reina a fraternidade.